domingo, 17 de fevereiro de 2013

Israel no comando


Hostilidade dos EUA em relação ao Irã é apenas um exemplo de uma política de autodestruição imposta a América por Israel. 
 Kevin Barrett
PressTV
Na verdade, a “guerra ao terror” é na realidade, uma guerra contra o Islã - é uma fabricação israelense.
Chuck Hagel, secretário do presidente Obama de candidato Defesa, está em apuros. Por quê? Porque ele disse a famosa frase: "O lobby judeu intimida um monte de gente aqui. Eu não sou um senador israelense. Eu sou um senador dos Estados Unidos.”.
Na sexta-feira (15), 40 senadores americanos supostamente bloquearam a nomeação de Hagel com uma obstrução. Suas mensagens foram altas e claras: "Nós não somos os senadores dos Estados Unidos. Estamos senadores israelenses”. Alan Hart, ex-correspondente da BBC no Oriente Médio, expressou seu desgosto com o voto dos “senadores israelenses” no seu programa de rádio, Rádio Verdade Jihad, nesta sexta-feira: "Isto é traição. Servindo uma nação estrangeira, e não o seu, não é apenas errado - é traição”. Uma dos traidores, o senador Mike Lee (R-Israel), mencionado 16 vezes, enquanto Israel obstrui a indicação de Hagel. O senador Ted Cruz (R-Israel) Israel mencionado 10 vezes. No total, os senadores republicanos mencionaram Israel 64 vezes durante seu interrogatório hostil de Hagel. A guerra no Afeganistão - questão mais premente a presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão -. Só foi mencionado quatro vezes. Os 40 senadores não se importa com as tropas dos EUA presos no atoleiro afegão, os soldados vão lutar para morrer. Eles não se preocupam com a economia dos EUA - que, como os soldados norte-americanos enviados ao Oriente Médio e fincados no atoleiro, está sangrando e morrendo em guerras ditadas por Israel, imposta a América por Israel... guerras cujo único propósito é servir os interesses de Israel, em detrimento dos interesses dos Estados Unidos. 
Chuck Hagel apontou que os interesses dos EUA e os interesses israelenses nem sempre coincidem. Isso é muito aquém da realidade. A verdade é que no mundo de hoje, os interesses americanos e os interesses de Israel estão em oposição dura ao outro.
Os EUA, como Zbigniew Brzezinski sugere em seu livro The Grand Chessboard, compete com a Rússia para a influência, no centro da Eurásia, e que compete com as potências emergentes da Ásia, China e Índia, por recursos energéticos e minerais. Os aliados naturais dos EUA nesta parte do mundo são as nações muçulmanas. E o mais importante aliado dos EUA potencial na região é o Irã. De acordo com Brzezinski, os EUA devem fazer todo o possível para estabelecer boas relações com o Irã. Sua implicação é que os EUA deveriam pedir desculpas por seu comportamento passado terrível para o Irã, parar de provocar os iranianos sobre o programa iraniano de energia nuclear pacífica, acabar com todas as sanções contra o Irã e dar status de nação mais favorecida. Mas isso não vai acontecer - embora EUA tenha interesses geopolíticos ditam que deve. Porque não? Porque o Irã nunca vai parar de apoiar os palestinos em sua luta contra o genocídio na Palestina ocupada. E isso não é aceitável para Israel - que detém e gere o governo dos EUA. Os EUA é provoca o Irã em nome de Israel. Ao fazer isso, ele está prejudicando a si mesmo. Mas ninguém em os EUA é permitido mencionar isso. Expressando mesmo o menor desconforto com a posse israelense da América, como Chuck Hagel tem tido, não é apenas as hostilidade dos EUA em relação ao Irã é apenas um exemplo de uma política de autodestrutiva imposta a América por Israel. Na verdade, a "guerra ao terror" todo - na realidade, uma guerra contra o Islã - é uma fabricação israelense.
Traduzido por Valter Xéu 
Fonte: Irãn News

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

70 Anos da Batalha de Stalingrado.


A batalha que salvou a humanidade do nazismo

Em 2013 completam-se 70 anos da vitória soviética na Batalha de Stalingrado com a rendição das hordas de Hitler em 2 de fevereiro de 1943. Foi o inicio da derrocada da ameaça nazista e o triunfo de todos os povos do mundo.
Stalingrado salvou a humanidade da sanha nazi-fascista
Por Max Altman

Por volta de setembro de 1942, a soma das conquistas de Hitler era estarrecedora. O Mediterrâneo havia se tornado praticamente um lago do Eixo, a Alemanha nazista e a Itália fascista dominando a maior parte da costa setentrional, desde a Espanha até a Turquia e a costa meridional da Tunísia até cerca de 100 quilômetros distante do rio Nilo.

As tropas da Wehrmacht mantinham guarda desde o cabo setentrional da Noruega, no Oceano Ártico, até o Egito; da ocidental Brest no Atlântico até a parte sul do rio Volga, às bordas da Ásia Central. Regimes fascistas pré-existentes e governos fantoches faziam o jogo do Reich nazista. França, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Áustria, Hungria, Tchecoslováquia, Polônia, os Bálcãs, a Grécia e outras mais já haviam sido engolidas pelasPanzer Divisionen.

Em fins do verão de 1942, Adolf Hitler parecia estar em esplêndida situação. Os submarinos alemães estavam afundando 700.000 toneladas por mês de barcos britânicos e americanos no Atlântico, mais do que se poderia substituir nos estaleiros navais dos Estados Unidos, Canadá e Escócia, então em franco progresso.

As tropas nazistas do 6º Exército do marechal Friedrich von Paulus haviam alcançado o Volga, exatamente ao norte de Stalingrado em 23 de agosto. Dois dias antes, a suástica tinha sido hasteada no monte Elbruz, o ponto mais alto das montanhas do Cáucaso (5.642 metros). Os campos petrolíferos de Maikop, que produziam anualmente 2,5 milhões de toneladas de petróleo, haviam sido conquistados em 8 de agosto.

No dia 25, os blindados do general Kleist chegaram a Mozdok, distante apenas 80 quilômetros do principal centro petrolífero soviético, nas imediações de Grozny e a cerca de 150 quilômetros do mar Cáspio. No dia 31 de agosto, Hitler ordenou que o marechal-de-campo List, comandante dos exércitos do Cáucaso, reunisse todas as forças existentes para o assalto final a Grozny, a fim de se apoderar de todos os ricos campos petrolíferos da região.

Determinou que o 6º Exército e o 4º Exército Panzer se lançassem para o Norte, ao longo do Volga, cercando e sufocando Stalingrado, num vasto movimento envolvente que lhe permitisse avançar de leste e de oeste contra o centro da Rússia, tomando, finalmente, Moscou. Ao almiranteRaeder, no final de agosto, Hitler dizia que a União Soviética "era um 'lebensraum' (espaço vital), à prova de bloqueio" o que lhe ensejava voltar-se para os ingleses e americanos que "seriam obrigados a discutir os termos da paz".

Com essas conquistas vitais o "Reich de mil anos" estaria garantindo sua subsistência e permanência: as vastas estepes da Ucrânia, ubérrimas, a fazer brotar um infindável celeiro dourado de trigais; os abundantes campos de ouro negro a besuntar de energia a máquina bélica e industrial alemã.

As imagens mais longínquas de minha meninice datam dessa época. Registram meu pai, cercado de amigos, debruçados sobre um mapa da Europa estendido sobre a mesa, lupa em punho, rádio em ondas curtas. Esta mesma cena provavelmente estaria se repetindo em milhões de outros lares pelo mundo afora. Anos mais tarde, meu pai, um jovem revolucionário imbuído de ideais socialistas, que no começo dos anos 1930 tinha abandonado a Polônia de governo pró-nazi e anti-semita para vir ao Brasil, relatava a agonia e o horror com que acompanhavam a expansão irrefreável do império nazista.

Quando os cabogramas anunciaram que a infantaria alemã havia atravessado o Don silencioso em direção a Stalingrado, o assombro se instalou. E se a Alemanha nazista derrotasse a União Soviética?

A ideologia da supremacia racial ariana de Hitler se abateria sobre grande parte do mundo. Negros, eslavos, indígenas, árabes, mestiços, mulatos, amarelos, sub-raças e escória social, trabalhariam sob o tacão de ferro do nazismo, como semi-escravos, para a glória da raça superior. Povos inteiros, judeus, ciganos, seriam aniquilados em nome da limpeza étnica. Comunistas, socialistas e liberais seriam confinados em campos de concentração e de lá não sairiam vivos. O colonialismo na África e Ásia ganharia alento. As liberdades seriam espezinhadas e governos lacaios em todos os quadrantes se encarregariam de organizar gestapos em cujos porões um elenco monstruoso de torturas ao som da DeutschlandÜber Alles seria levado a cabo contra os inimigos do regime. As conquistas sociais dos trabalhadores estariam esmagadas. O progresso, as artes, as ciências sofreriam abalo.

Além do que, Werner von Braun e seus assistentes em Penemunde estariam aperfeiçoando as mortíferas bombas voadoras de longo alcance com ogivas nucleares e outras máquinas bélicas de alta tecnologia a pender como espada de Dâmocles sobre qualquer país que ousasse desafiar o Reich alemão. E se alguma nação pretendesse enfrentar os interesses do Grande Império Germânico novas ondas de panzers ou de bombas V1 e V2 desencadeariam ‘blitzkriegs’ preventivas para aniquilar pelo terror qualquer tentativa.

Quando o jovem general Konstantin Rokossovsky, levando a cabo as instruções táticas da Operação Uranus ordenadas diretamente de Moscou e arquitetadas pelos generais Alexander Vasilievsky e Vasily Volsky, conseguiu romper, em 19 de novembro, o anel de aço que cercava Stalingrado, a esperança reacendeu. No entanto, a cidade estava sitiada, os seguidos bombardeios da Luftwaffe haviam-na reduzido a escombros. Dia após dia o cerco se apertava e em fins de novembro a zona urbana era invadida. Veio a ordem terminante: defender a todo custo as fábricas Outubro Vermelho e Barricadas que produziam os carros de assalto, a Fábrica de Tratores que construía os blindados T-34 e a estação ferroviária central onde as matérias primas eram desembarcadas.

Iniciou-se então a mais feroz, a mais encarniçada, a mais renhida e sangrenta, a mais dramática das batalhas militares que a História da humanidade conheceu. O terreno coberto de destroços impedia qualquer ação de blindados, a proximidade dos contendores tornava impraticável a cobertura aérea. Só restava calar baionetas e passar a travar a luta casa a casa, corpo a corpo, em cada centímetro de chão. Para ilustrar a tenacidade com que se combatia, basta lembrar que a plataforma semidestruída da estação de trens mudou de mãos sete vezes num único dia. Os operários da Outubro Vermelho empunharam armas e estabeleceram uma muralha de fogo em torno da fábrica. Jamais se havia visto tantas cenas de heroísmo, bravura e coragem, de lado a lado, naquele cenário lúgubre das ruínas da cidade. Nunca antes soldados haviam lutado com tanto denodo para conquistar e defender.

Em 30 de janeiro de 1943, décimo aniversário da subida de Hitler ao poder, o führer fazia uma solene proclamação pelo rádio: "Daqui a mil anos os alemães falarão sobre a Batalha de Stalingrado com reverência e respeito, e se lembrarão que a despeito de tudo, a vitória final da Alemanha foi ali decidida". Três dias depois, em 2 de fevereiro, o marechal-de-campo Von Paulus assinava diante do general Vassili Chuikov, comandante das tropas do Exército Vermelho em Stalingrado, a rendição do 6º Exército alemão. A transmissão da capitulação foi feita em Berlim, através da rádio alemã, pelo general Zeitzler, chefe do Alto Comando da Wehrmacht (OKW) precedida do rufar abafado de tambores e da execução do segundo movimento da Quinta Sinfonia de Beethoven.

A maior e a mais épica das batalhas da 2ª Guerra Mundial que tivera início em 26 de junho havia chegado ao fim. Foram feitos prisioneiros pelos soviéticos 94.500 soldados alemães dos quais 2.500 oficiais, 24 generais e o próprio marechal Von Paulus. Mortos cerca de 140.000 soldados daWehrmacht e 200.000 homens do Exército Vermelho. Os soviéticos tomaram do exército inimigo 60.000 veículos, 1.500 blindados e 6.000 canhões. A espinha dorsal do exército nazista e do Terceiro Reich estava irremediavelmente quebrada.
Os mesmos milhões de lares que tinham vivido momentos de apreensão e pavor explodiram de emoção. Hitler havia mordido o pó da derrota. Corações e mentes voltaram-se para glorificar os heróis combatentes do Exército Vermelho e honrar os que tombaram no campo de batalha pela liberdade. A admiração pela extraordinária façanha impunha a pergunta: o que levou aquele contingente de centenas de milhares de jovens a lutar com tal fúria e obstinação?

Certamente o apelo da Grande Guerra Patriótica, livrar o solo pátrio do invasor. Havia mais. A leitura das lancinantes cartas aos familiares escritas no front deixava evidente a determinação de defender as conquistas da Revolução de Outubro por cuja consolidação seus pais, 25 anos antes, haviam derramado sangue enfrentando e derrotando o exército branco e tropas invasoras de catorze países mobilizados para sufocar no nascedouro a revolução bolchevique.

A partir daí o Exército Vermelho arrancou impetuoso rumo a capital do Reich nazista, abrindo em sua passagem os portões macabros deAuschwitz-Birkenau. As tropas anglo-americanas desembarcam na Normandia em 6 de junho de 1944. No dia 2 de maio de 1945, soldados do destacamento avançado do general Ivan Koniev hasteiam a bandeira soviética no mastro principal do Reichstag.

Cinco dias depois, numa pequena escola de tijolos vermelhos em Reims, França, na madrugada de 8 de maio de 1945, o almirante Friedeburg e o general Jodl assinam, em nome do que restou da máquina de guerra nazista, diante do general Ivan Susloparov pela União Soviética, e do general Walter Bedell Smith pelos aliados, a rendição incondicional.

Os canhões cessaram de troar e as bombas deixaram de cair. Um estranho silêncio pairou sobre o continente europeu pela primeira vez desde 1º de setembro de 1939. O mundo estava livre da sanha nazi-fascista.

Leia também:
Fonte: Rede Democratica

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Equador avançando

CORREA PODE VENCER ELEIÇÕES NO PRIMEIRO TURNO, DIZ PESQUISA
QUITO, 17 JAN (ANSA) 
O presidente do Equador e candidato à reeleição, Rafael Correa, tem chances de vencer as eleições de 17 de fevereiro no primeiro turno, de acordo com uma pesquisa de intenção de voto divulgada pela imprensa local.
  
Na sondagem feita pelo instituto Market com 760 pessoas, Correa aparece com 49% dos votos válidos. O banqueiro Guillermo Lasso, candidato pela legenda Criando Oportunidades (CREO), está em segundo lugar, com 18%.
  
Em terceiro aparece o ex-presidente Lucio Gutiérrez, da Sociedade Patriótica, com 12%, seguido pelo economista e candidato dos movimentos indígenas e de esquerda Alberto Acosta, com 6%.
  
O milionário Alvaro Noboa, do Partido Renovador Institucional Ação Nacional (PRIAN), tem 4% das intenções de voto.
  
Segundo a pesquisa, o partido governista Aliança País também obteria os dois terços na Assembléia Nacional de um total de 137 cadeiras que os equatorianos deverão eleger no próximo dia 17 de fevereiro.
  
Correa assumiu em 2007 e, em 2009, foi ratificado em seu cargo nas eleições convocadas após a aprovação da nova Constituição. Está há seis anos no poder e, se for reeleito, permanecerá por mais quatro.
  
A pesquisa é a primeira a ser divulgada após o início da campanha eleitoral, em 4 de janeiro. (ANSA) 
Fonte: ansalatina-online

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Chávez e Sistema Globo, nada haver

A GLOBO CONTRA OS VENEZUELANOS
 
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez.
Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.
Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.
Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.
Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.
Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.
Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.
Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.
Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele pergunta se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”
Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo, vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.
Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.
“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”
Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.
Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.
Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.
Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.
Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.
A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.
Tem sido bem sucedida nisso.
O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.
Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.
Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

Fonte: Pátria Latina - online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A vida de marajá de uma blogueira mercenária

A vida de marajá de uma blogueira mercenária




"La Dolce Vita" de Yoani Sanchez com os dólares e euros pagos pelos conglomerados midiáticos privados, potências imperialistas e serviços secretos que financiam a oposição à Revolução Cubana. Ao contrário do que afirma a "dissidente" (melhor dizendo: MERCENÁRIA) possui um padrão de vida inacessível para a imensa maioria dos cubanos que vivem sob o bloqueio político e econômico dos EUA a mais de 50 anos.
Por Salim Lamrani

Ao ler o blog da "dissidente" cubana Yoani Sánchez, é inevitável (a um desavisado) sentir empatia por esta jovem mulher, que expressa abertamente sua oposição ao governo de Havana. Descreve cenas cotidianas de privações e de penúrias de todo tipo. “Uma dessas cenas recorrentes é a de perseguir os alimentos e outros produtos básicos em meio ao desabastecimento crônico de nossos mercados”, escreve em seu blog Generación Y. [1]
De fato, a imagem que Yoani Sánchez apresenta dela mesma – uma mulher com aspecto frágil que luta contra o poder estatal e contra as dificuldades de ordem material – está muito longe da realidade. Com efeito, a "dissidente" cubana dispõe de um padrão de vida que quase nenhum outro cubano da ilha pode se permitir ter. 
Mais de seis mil dólares de renda mensal.
A SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação [2] por Cuba. Sánchez, que como de costume, é tão expressiva em seu blog, manteve um silêncio hermético sobre seu novo cargo. Há uma razão para isso: sua remuneração. A oposicionista cubana dispõe agora de um salário de seis mil dólares mensais, livres de impostos. Trata-se de uma renda bastante alta, habitualmente reservada aos quadros superiores das nações mais ricas.
Essa importância é ainda maior considerando que Yoani Sánchez reside em um país de Terceiro Mundo em que o Estado de bem-estar social está presente e onde a maioria dos preços dos produtos de necessidade básica está fortemente subsidiada.
Em Cuba, existe uma dupla circulação monetária: o CUC e o CUP. O CUC representa aproximadamente 0,80 dólares ou 25 CUP. Assim, com seu salário da SIP, Yoani Sánchez dispõe de uma renda equivalente a 4.800 CUC ou a 120.000 CUP.
O poder aquisitivo de Yoani Sánchez
Avaliemos agora o poder aquisitivo da "dissidente" cubana. Assim, com um salário semelhante, Sánchez poderia pagar, a escolher:
- 300.000 passagens de ônibus;
- 6.000 viagens de táxi por toda Havana [3]
- 60.000 entradas para o cinema;
- 24.000 entradas para o teatro;
- 6.000 livros novos;
- 24.000 meses de aluguel de um apartamento de dois quartos em Havana [4]; 
- 120.000 copos de garapa (suco de cana);
- 12.000 hambúrgueres;
- 12.000 pizzas;
- 9.600 cervejas;
- 17.142 pacotes de cigarro;
- 12.000 quilos de arroz;
- 8.000 pacotes de macarrão;
- 10.000 quilos de açúcar;
- 24.000 sorvetes de cinco bolas;
- 40.000 litros de iogurte;
- 5.000 quilos de feijão;
- 120.000 litros de leite (caso tenha um filho de menos de 7 anos);
- 120.000 cafés;
- 80.000 ovos;
- 60.000 quilos de carne de frango;
- 60.000 quilos de carne de porco; 
- 24.000 quilos de bananas;
- 12.000 quilos de laranja;
- 12.000 quilos de cebola;
- 20.000 quilos de tomate;
- 24.000 tubos de pasta de dente;
- 24.000 unidades de sabão em pedra;
- 1.333.333 quilowatts-hora de energia [5]; 
- 342.857 metros cúbicos de água potável [6]; 
- 4.800 litros de gasolina;
- um número ilimitado de visitas ao médico, dentista, oftalmologista ou qualquer outro especialista da área de saúde, já que tais serviços são gratuitos;
- um número ilimitado de inscrições a um curso de esporte, teatro, música ou outro (também gratuitos).
Essas cifras ilustram o verdadeiro padrão de vida de Yoani Sánchez em Cuba e dão uma ideia sobre a "credibilidade" da opositora cubana. Ao salário de seis mil dólares pagos pela SIP, convém agregar a renda que cobra a cada mês do diário espanhol El País, do qual é correspondente em Cuba, assim como as somas coletadas desde 2007.
Com efeito, no período de alguns anos, Sánchez recebeu múltiplas distinções, todas financeiramente remuneradas. No total, a blogueira recebeu uma retribuição de 250.000 euros, ou seja, 312.500 CUC ou 7.812.500 CUP, quer dizer, uma importância equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como a França, quinta potência mundial.
A "dissidente", que primeiro emigrou à Suíça depois de optar por voltar a Cuba, é bastante sagaz para compreender que o fato de adotar um discurso a favor de uma "mudança de regime" agradaria aos poderosos interesses contrários ao governo e ao sistema cubanos. E eles, por sua vez, saberiam se mostrar generosos com ela e permitiriam gozar da dolce vita em Cuba.
Salim Lamrani é Doutor em Estudos Ibéricos e Latinoamericanos pela Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista das relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro é intitulado Etat de siège: les sanctions economiques des Etats-Unis contre Cuba, París, Edições Estrella, 2001, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade. Contato: lamranisalim@yahoo.frEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ;  Salim.Lamrani@univ-reunion.frEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.  ; Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficiel
Referências bibliográficas:
[1] Yoani Sánchez, “Atacado vs varejo”, Generación Y, 5 de junho de 2012.http://www.desdecuba.com/generaciony/ (site consultado em 26 de julho de 2012).
[2] El Nuevo Herald, “Yoani nomeada na Comissão da SIP”, 9 de novembro de 2012.
[3] De Havana Velha até o bairro Playa.
[4] 85% dos cubanos são proprietários de suas casas. Essa tarifa é reservada exclusivamente para os cidadãos cubanos da ilha.
[5] Até 100 quilowatt-hora, o preço é de 0,09 CUP a cada quilowatt-hora.
[6] 0,35 CUP por m³.
CF:  
fonte: Rede Democratica- online

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

115° Aniversário do Cavaleiro da Esperança

115o ANIVERSÁRIO NATALÍCIO DE LUIZ CARLOS PRESTES
(3/1/1898-7/3/1990)
LUIZ CARLOS PRESTES: SUA ATIVIDADE COMO ENGENHEIRO
Anita Leocadia Prestes

A vida de Luiz Carlos Prestes ainda é pouco conhecida do grande público; ao
mesmo tempo, são constantemente distorcidas suas idéias e caluniados muitos dos
seus gestos políticos. No texto abaixo, procura-se divulgar um aspecto pouco
conhecido da trajetória do Cavaleiro da Esperança – sua atividade como engenheiro
não só no Brasil, mas também em vários outros países em que sua vida de
revolucionário o levou a exilar-se.
Rio de Janeiro
Luiz Carlos Prestes colou grau como engenheiro militar em janeiro de 1920, ao
concluir o curso de Engenharia na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Nessa
ocasião, foi promovido a 2o tenente de Engenharia. Como fora o primeiro aluno da turma,
tinha o direito de escolher o lugar onde iria servir. Sua escolha recaiu sobre a Companhia
Ferroviária, aquartelada em Deodoro, subúrbio do Rio de Janeiro. Havia duzentos homens
nessa Companhia. Prestes recordaria que era uma ferrovia de campanha, para contornar a
frente e realizar o transporte na retaguarda. Mas havia grande falta de material necessário
para realizar o trabalho previsto e o único ano em que se realizaram manobras foi aquele
em que Prestes, substituindo o comandante, que estudava medicina e só comparecia para
assinar o expediente, passou, na prática a comandar a Companhia. O jovem tenente
contava que o comandante confiava inteiramente nele:
Eu fazia tudo, dominava completamente a obra, comandava realmente a
Companhia. Dirigia, fazia tudo, tinha inclusive instituído escolas. Eu chegava
no quartel de manhã cedo, às seis horas, e, às vezes, só saía às oito da noite.
Porque fiz escola para cabos, escola para sargentos e escola para alfabetização.
Foi a primeira imagem que tive do povo brasileiro. Eu recebi uma turma de cem
recrutas, todos eles originários aqui dessa Baixada fluminense, aí de
Mangaratiba, etc. Analfabetos, dezoito anos. (...) Com dezoito anos se alistavam
e tinham que fazer o serviço militar. (...) Na sua maioria, 90% analfabetos.
Todos eles com vermes intestinais (...) Os médicos tratavam com uma
brutalidade tremenda – era erva de Santa Maria e purgante de óleo de rícino. De
maneira que o indivíduo levava um choque violento. (...) E um deles morreu.
(...) E esses homens todos, eu consegui que aprendessem a ler, em pouco tempo,
e depois tinha a Escola de cabos, Escola de sargentos. Fiquei ali na Companhia
Ferroviária um ano. (...) Mas, em fins de 1920, como eu tinha sido o primeiro
aluno da turma, fui convidado para ser instrutor na Escola Militar. 1
1
LCP (Entrevistas concedidas por Luiz Carlos Prestes a Anita Leocadia Prestes e Marly de Almeida Gomes
Vianna, gravadas em fita magnética e transcritas para o papel; RJ, 1981-83). LCP, fita no 1.
Veja artigo completo no sítio/ LCP

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viva a Palestina e seu Guerreiro Povo


Palestina es Estado observador de la ONU


Abbas celebró junto a su delegación el nuevo estatus dentro de la ONU (Foto: teleSUR)
La Asamblea General de Naciones Unidas (ONU) admitió este miércoles a Palestina como Estado observador no miembro, lo que implica el reconocimiento de esta organización internacional a la soberanía de los palestinos sobre el territorio ocupado por Israel, desde 1967.
La decisión, apoyada por una abrumadora mayoría, abre un nuevo capítulo en una lucha que se prolonga por más de seis décadas y deja a Israel y a Estados Unidos en un fuerte aislamiento diplomático.
Con 138 votos a favor, nueve en contra y 41 abstenciones el organismo internacional da entrada a la nación con el mismo estatus que tiene El Vaticano, que otorga acceso a las agencias de la ONU y a la Corte Penal Internacional, donde podrían presentar denuncias formales contra el Gobierno israelí.
Los países que votaron contra fueron Canadá, República Checa, Palau, Nauru, Micronesia, Isla Marshall, Panamá, EE.UU.e Israel.
Tras la votación el Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-Moon, declaró que la decisión "hace un llamado a la necesidad de establecer negociaciones”.
“Debemos tener disposición de aceptar a un Estado palestino que sea soberano y libre”, manifestó Ban Ki-Moon.
En este sentido, la máxima autoridad del organismo multilateral hizo votos por una paz sostenible para el pueblo palestino.
“Hago un llamado a que se comprometan con la paz. Que el liderazgo del presidente Abbás siga avanzando para lograr una paz sostenible”, instó.
Antes de la votación, el presidente de la Autoridad Nacional Palestina (ANP) Mahmud Abbas, explicó que su iniciativa de solicitar un nuevo estatus se debe a que es un creyente de la paz y "porque su pueblo la necesita desesperadamente".
"Vamos a continuar luchando para llegar a la paz (...) nuestro pueblo no va a renunciar a sus derechos", exclamó frente a las representaciones.
Añadió que Palestina no pretende desconocer a Israel con su intención de se parte de la ONU, solo "Queremos que nos reconozcan nuestra independencia".
Palestina puede acceder a las agencias de la ONU y a la CPI
La votación no supone la admisión de Palestina como miembro pleno de la ONU, un paso que corresponde al Consejo de Seguridad, ni tiene consecuencias inmediatas en cuanto a la creación efectiva de un Estado.
No obstante, este ingreso como estado observador, da a los palestinos renovada legitimidad en su lucha contra la ocupación y llama la atención mundial sobre la urgente necesidad de poner fin a un problema que explica en gran medida el clima permanente de inestabilidad y violencia en Oriente Próximo.
Por ello, Estados Unidos e Israel no han escatimado medios en los últimos dos años para obstaculizar los esfuerzos palestinos. Incluso, Washington utilizó su poder de veto para bloquear la oferta de la plena adhesión de Palestina en el Consejo de Seguridad en 2011.
No obstante, la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco), ya había aprobado el ingreso de Palestina como Estado miembro, una acción que le costó sanciones económicas por parte de Estados Unidos.
Tras la invasión israelí a territorio palestino, el Gobierno de este país comenzó a construir miles de asentamientos en Jerusalén Este. Tropas y autoridades de ese país han desalojado a los palestinos residentes por la fuerza.

Actualmente, Gaza es un territorio que todavía se mantiene ocupado con una persistente y profunda crisis humanitaria debido al bloqueo económico y comercial impuesto por Tel Aviv desde 2007.
TeleSUR-ElPaís-ml-PR

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