domingo, 26 de junho de 2011

Conferência discuti como combater terrorismo

Irã acusa o Ocidente de patrocinar o terrorismo

25/6/2011 14:36, Por redação, com Reuters

O Irã utilizou no sábado uma conferência sobre como frear o terrorismo para acusar o Ocidente de ser o patrocinador principal da violência política contra civis.

Reuters

Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, e do Tajiquistão, Emomali Rahmon, durante Conferência Internacional para o Combate ao Terrorismo Global, em Teerã

O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse a delegados — entre eles líderes de Iraque, Afeganistão e Paquistão, principais campos de batalha da “guerra contra o terrorismo” dos Estados Unidos — que Washington, Israel e Europa são os maiores culpados da violência.

- É lamentável que eu tenha que anunciar que os indivíduos e grupos responsáveis por estes incidentes (terroristas) são apoiados por certos governos europeus e por alguns políticos norte-americanos – afirmou Ahmadinejad na “Conferência Internacional de Luta Global contra o Terrorismo”.

Ao acusar o Ocidente, Teerã respondeu às denúncias de que o Irã apoia grupos militantes como Hamas e Hezbollah, que são consideradas organizações terroristas por Israel e seus aliados ocidentais.

Em mensagem lida na conferência, o líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, disse que Washington havia cometido “condutas terroristas e apoio financeiro e militar a terroristas organizados” no Oriente Médio.

Fonte: correiodobrasil-online

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Che Guevara, Presente!

14 DE JUNHO DE 1928, A HISTÓRIA COMEÇA A MUDAR, NASCE
CHE GUEVARA, O MÉDICO REVOLUCIONÁRIO.

Por Hermann Hoffman

“Se queremos expressar, como aspiramos que sejam nossos combatentes revolucionários, nossos militantes, nossos homens e mulheres, devemos dizer sem vacilação de nenhum tipo, que sejam como o Che! Se queremos expressar como queremos que sejam os homens e mulheres das futuras gerações, devemos dizer: que sejam como Che! Se queremos dizer como desejamos que se eduquem nossas crianças, devemos dizer sem vacilação: queremos que se eduquem no espírito de Che!” Fidel Castro.

Recordar Che é uma obrigação para todos nós que acreditamos no mundo mais humano, fraterno e solidário, e como disse Frei Betto: “em 14 de junho de 2008, Che Guevara completaria 80 anos! Sua militância entre nós terminou aos 39. Nem por isso conseguiram matá-lo. Hoje, está mais vivo do que nas quatro décadas de existência real. Aliás, são raros os revolucionários que, como Mao, e o próprio Fidel, envelhecem. Muitos derramaram cedo o sangue capaz de adubar o projeto de um mundo de liberdade, justiça e paz: Jesus, com 33 anos; Martí, 42; Sandino, 38; Zapata, 39, só para citar uns poucos exemplos”.
Ernesto “Che” Guevara de La Serna nasce no dia 14 de junho de 1928, na cidade de Rosário, Argentina, filho de Ernesto Guevara e Célia de La Serna. Poucos anos depois a família Guevara muda-se para a cidade de Alta Garcia, permanecendo até Che completar 18 anos, período muito difícil pelas freqüentes crises de asma de Che. Terminando seus estudos secundários, mais uma vez a família Guevara muda de cidade, agora para a capital do país, Buenos Aires. Com o ensino secundário concluído, Che faz a matrícula na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, e se destaca como um excelente estudante, tendo interesse tanto em medicina como em política.
Já em 1946, Che Guevara aproveita o período de férias universitárias e faz uma viagem pela Argentina, percorrendo 4.700 km e visitando o interior do país, nesta, são escritos seus primeiros textos de pensamentos. Em 1948 incorpora-se num navio, no sul do país, e mesmo com os freqüentes ataques de asma, viaja muito e se interessa mais pela política do seu país e da América Latina.
Quando já estava formado como médico, Che Guevara vem ao Brasil pela primeira vez, mas seu destino final é a Guatemala. Poucos anos depois concluía o doutorado em Medicina, especializando-se em doenças alérgicas, e logo regressa a Guatemala. Neste momento um golpe militar organizado pelos Estados Unidos derruba o governo da Guatemala e Che é obrigado a sair do país, pois trabalhava para o governo popular, mudando-se assim para o México.
No México, Che encontra-se com Fidel Castro e decide participar do movimento revolucionário de Cuba que visa derrubar o governo do ditador Fulgêncio Batista e parte junto com Fidel no iate Granma com destino a Cuba e participa da luta popular que se desenvolve em todo país conta a ditadura de Batista. O movimento armado iniciou na Sierra Maestra, mas se alastrou por toda Cuba com uma ampla participação popular organizada em nome do movimento 26 de julho, juntamente com o Partido socialista cubano fundado por José Martí e pela Frente Estudantil Revolucionária.
Che que como médico vai se destacando nas atividades e se transforma em comandante, sendo responsável pela coluna que tomou Santa Clara, uma das principais cidades de Cuba. Em 1959 triunfa a Revolução Cubana e o Ditador Fulgêncio Batista foge do país, iniciando profundamente as transformações em Cuba, com a reforma agrária, reforma urbana, educacional e da saúde.
No novo governo de Cuba, Che ocupa os cargos de Ministro da Indústria e Comércio e Presidente do Banco Central participando ativamente da construção do Socialismo em Cuba e defendendo as idéias dos mutirões populares e do trabalho voluntário como forma de resolver rapidamente os principais problemas do povo cubano. O próprio Che na condição de Ministro participa de mutirões de construção de casas populares, escolas, mutirões de colheita de cana, junto com os trabalhadores.
Iniciando o ano de 1965 Che renuncia todos os cargos e parte com um grupo de revolucionários cubanos, para o Congo, para ajudar o movimento revolucionário daquele país onde à ditadura imposta pelos Estados Unidos tinha recém assassinado o principal dirigente do país, no entanto a correlação de forças era muito inferior e Che regressa para América Latina e parte para a Bolívia, incorporando-se ao movimento revolucionário.
No dia 8 de outubro Che é preso no povoado de La Higuera no interior da Bolívia e em seguida por ordens da CIA é fuzilado friamente no interior de uma pequena escola rural, tendo apenas 39 anos.
Recordar Che é recordar que o mundo novo é possível e provado, entendendo, sobretudo que para lograr este mundo a luta não pode ter fronteiras; que o espírito de sacrifício deve ser a caracterização da juventude; que a reforma agrária deve ser o primeiro passo; e o acesso aos bens culturais, à educação, à saúde e a uma vida igualitária devem superar o apego aos bens materiais; que a crença nas forças populares deve ser a maior força e a “indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo constitua a qualidade mais bela de um revolucionário, de um militante”

14 de junho de 1928
83° Aniversário de nascimento de Che Guevara.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Viva Cuba Socialista!

Embaixador de Cuba no Brasil é recebido com honras militares no Palácio Piratini

Por Vânia Barbosa

Na tarde desta sexta–feira (3), o embaixador cubano no Brasil, Carlos Raphael Zamora Rodríguez, foi recebido no Palácio Piratini pelo governador em exercício Beto Grill, com honras militares, uma distinção concedida pelo Estado às autoridades estrangeiras que representam seus países em solo brasileiro.

O governo do Rio Grande do Sul propôs à República de Cuba um protocolo de intenções para viabilizar intercâmbios de conhecimentos científicos, técnicos e tecnológicos. A iniciativa do governo considera a necessidade da execução de programas, projetos e atividades específicas de cooperação técnica que possam dar efetiva contribuição ao desenvolvimento econômico e social de ambos os países, além de contribuir para o fortalecimento institucional e adquirir caráter multiplicador.

A presença de seis secretários de Estado e representantes oficiais de outras quatro secretarias demonstra o interesse nas experiências de Cuba nas áreas da Agricultura, Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia, Esporte e Lazer, Cultura e Turismo.

O documento destaca a importância da adaptação do Programa “Educa a tu Hijo” para a área de saúde gaúcha, através do PIM, projeto cuja linha de ação prioritária visa à atenção à primeira infância.Nos principais objetivos constam a implementação de programa com enfoque intersetorial e comunitário; a promoção do papel da família como protagonista na atenção às suas crianças; a satisfação de necessidades de educação para a saúde e a nutrição, bem como seu enriquecimento cultural. Ressalta, ainda, o intercâmbio sobre as redes de atenção integral, a partir do fortalecimento da atenção primária à saúde, uma vez que Cuba tem uma sólida política de saúde da família.

Palácio Piratini

 Autor: Palácio Piratini

No campo da educação, o interesse é desenvolver e aprofundar as relações de cooperação técnica, tendo em conta a reconhecida experiência cubana em matéria de alfabetização, desde que no ano de 1961 - com uma campanha nacional que mobilizou as forças necessárias - pode declarar o país nesse mesmo ano, território livre do analfabetismo.

O Estado também quer novos projetos com foco no desenvolvimento e utilização de biofármacos de alta tecnologia e aprofundar, no Rio Grande do Sul, os temas tratados no Seminário Técnico-Científico Brasil-Cuba sobre Biotecnologia, organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Sctie/MS), realizado em julho de 2010, no Rio de Janeiro.

Na área da agricultura, considera importante adotar as experiências na construção de sistemas locais de segurança alimentar e nutricional de base ecológica e os sistemas de produção de arroz e certificação ecológica.

A tradição cubana em esporte para educar e incluir socialmente e para a preparação de atletas de alto rendimento em diversas modalidades esportivas, especialmente das áreas de Atletismo, Boxe e Ginástica, desperta no governo o interesse em conhecer as experiências da Ilha em centros de treinamento públicos, os quais, reconhecidamente, projetam um grande número de atletas em nível internacional.

A relevância da produção cultural ,escrita e audiovisual cubana justifica a intenção de promover intercâmbio para a realização de mostras, festivais e eventos no Rio Grande do Sul. A iniciativa do Estado vê, ainda, na experiência do setor turístico cubano, um referencial para a qualificação do turismo gaúcho e dos compromissos do Estado com grandes eventos internacionais.

A proposta de intercâmbio é amparada em um acordo realizado entre a República Federativa do Brasil e a República de Cuba para a Cooperação Científica, Técnica e Tecnológica, realizado em 1987 e promulgado por Decreto em 1991.

As tratativas devem ser ratificadas pelo governo cubano e a seguir organizados os grupos temáticos para a implementação dos programas.

Segundo o embaixador, “faz 25 anos que o Brasil reatou relações diplomáticas com Cuba e neste contexto o Rio Ge-Grande do Sul tem se destacado pela sua solidariedade, hospitalidade e intercâmbio cultural e comercial com o seu País”. O estado gaúcho é o segundo maior do País em intercâmbio comercial com a Ilha.

Para o vice-governador, “o grupo que hoje compõe o Executivo estadual e os que estavam na solenidade trazem consigo um conjunto de experiências adquiridas através do exemplo cubano de luta pela sua soberania e autodeterminação, referências que embalaram os nossos sonhos de liberdade e construção de um mundo melhor”.

Agenda para São Leopoldo

No final da manhã, o embaixador reuniu-se com o prefeito de São Leopoldo, Ari Vanazzi, acompanhado dos secretários municipais de Planejamento, Paulo Borba, e Cultura, Pedro Vasconcelos.Participaram também os Deputados Federais Ronaldo Zulke(PT) e Alexandre Roso(PSB), além dos dirigentes da Associação Cultural José Martí-RS, Ricardo Haesbaert e Ronald Dutra.

O encontro foi solicitado pelo prefeito Vanazzi para discutir possíveis parcerias entre a República de Cuba e o município gaúcho.O Executivo do municipio tem interesse em estabelecer convênios de cooperação com Cuba, nas áreas da saúde, educação, biotecnologia, inovação tecnológica e cultural.

Na ocasião ficou estabelecida a ida de uma missão especial a Cuba, formada por integrantes do Governo Municipal, deputados e empresários da cidade que tem interesse em investir naquele país. Também ficou definido que na Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que ocorre de 23 a 26 de junho, em São Paulo, irá um representante da prefeitura de São Leopoldo para estabelecer as primeiras tratativas da parceria, juntamente com o Consulado Geral de Cuba.









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mortes sem Fim, com a palavra o "Brasil da Justiça Social"

NOTA DE MORTE ANUNCIADA

Posted: 30/05/2011 by Revista Espaço Acadêmico in in memoriam

A história se repete!

Novamente, choramos e revoltamo-nos:

Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?

José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva

Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.

Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.

A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.

Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.

ATÉ QUANDO?

Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?

Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?

Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?

Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?

Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?

Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?

Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia,RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!

ESTAMOS EM VÍGILIA!!!

“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”

Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.

  • Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
  • Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
  • Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
  • Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
  • Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá;
  • Via Campesina – Pará;
  • Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará.
  • Fonte: Blog Revista Espaço Acadêmico-online

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estamos chegando lá

De frente para a América Latina



Cresce interesse por contribuições inovadoras da região e do Brasil. Mas em nossas universidades, muitos ainda se aferram ao eurocentrismo…

Por Felipe Amin Filomeno*, colaborador de Outras Palavras e editor de blog pessoal

A colonização ibérica deixou um legado comum aos povos da América Latina que justifica seu entendimento como unidade cultural, geopolítica e econômica dotada de significado real e não apenas de sentido ideológico. Entretanto, parte deste legado é uma mentalidade eurocêntrica que nos cega para os laços que conectam nós, brasileiros, a nossos hermanos do restante do subcontinente. Esta cegueira debilita nossa capacidade de solucionar nossos problemas e de perceber o quanto ela mesma é anacrônica diante da posição conjuntural da América Latina no sistema mundial.

Não surpreende, portanto, que o Brasil, ou qualquer país latino-americano, seja um dos piores lugares do mundo para quem deseja estudar a América Latina como um todo. São pouquíssimos, na região, centros acadêmicos que oferecem programas de estudos latino-americanos. No Brasil, temos o PROLAM da USP, o IELA da UFSC, entre poucos outros. Recentemente, o governo federal criou a UNILA – Universidade da Integração Latino-Americana. Localizada em Foz do Iguaçu, na fronteira tripla de Brasil, Argentina e Paraguai, a UNILA é uma iniciativa pioneira voltada à formação de uma comunidade regional de pesquisadores e estudantes dedicados ao estudo da América Latina. A universidade é bilíngüe (Português e Espanhol) e parte do corpo discente vem de países vizinhos. Vem somar a outros esforços de integração do continente em nível acadêmico, como o CLACSO e a FLACSO (Conselho e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais).

Desse modo, pouco a pouco, vamos corrigindo um eurocentrismo incoerente não só com a realidade histórica deste conjunto de países, mas com sua posição na conjuntura atual do sistema capitalista mundial. Certos processos transnacionais contemporâneos, que encompassam e também são constituídos em países latino-americanos, tornam necessário o estudo da América Latina enquanto região. Talvez, o principal desses processos seja a re-localização dos centros de acumulação de capital em escala mundial, que se transferem do Eixo Atlântico-Norte para a Ásia. Este processo tem várias implicações para a América Latina. A abundância de dólares no mundo associada à crise nos EUA permite a países como o Brasil deter maiores reservas cambiais, habilitando-o a condicionar mudanças na governança das finanças mundiais. O commodity boom associado ao crescimento da China proporciona rendas extraordinárias a exportadores latino-americanos, as quais têm sido gerenciadas e aplicadas de maneiras diversas por cada país. Para a compreensão dessas transformações, a perspectiva transnacional, regional e comparativa é a mais adequada.

Curiosamente, o eurocentrismo acadêmico existente na América Latina é incoerente também com a percepção (e expectativa) que estrangeiros têm de nós. Com base em experiência própria como acadêmico brasileiro em instituição universitária norte-americana, posso afirmar que professores e estudantes americanos não têm o menor interesse em saber o que conhecemos sobre a Revolução Francesa ou sobre a Independência dos EUA. Conosco, eles querem aprender sobre o movimento zapatista, sobre a bossa nova e Evo Morales (e vai passar vergonha quem só souber coisas sobre o Brasil). Nos syllabi de cursos sobre teorias do desenvolvimento em universidades americanas, não se mencionam contribuições de economistas brasileiros ou argentinos à teoria econômica ortodoxa (pois isso eles podem achar em Chicago), mas quase sempre há um par de leituras obrigatórias sobre a teoria da dependência.

Este desejo dos americanos no que é genuíno do subcontinente é justificado. A América Latina, crescentemente, vem sendo reconhecida não mais como problema, mas como fonte de inovações em políticas públicas e mobilização social. Mesmo expoentes do pensamento conservador, como Francis Fukuyama (autor de O Fim da História), já reconhecem, por exemplo, que a América Latina é seio de “pensamento inovador em política social” e o Brasil, em particular, exemplo de uma “nova política industrial” no pós-crise, capitaneada pelo BNDES. Conforme observado por David Harvey, pensador marxista da City University of New York, olhando para a forma como os EUA e a União Européia têm reagido contra a crise econômica mundial, vemos uma re-edição das políticas de austeridade fiscal que transferem o ônus da crise para grupos sociais desprivilegiados sob hegemonia das altas finanças. Na América Latina é que vemos novidades em relação aos decênios passados, como um keynesianismo equilibrado no Brasil e políticas sociais re-distributivas de windfall profits na Argentina.

Logo, estudar a América Latina como região, compreender-nos relativamente aos nossos vizinhos, é ponto de partida apropriado para que possamos oferecer a nós mesmos, e ao mundo, alternativas originais para os desafios sociais, econômicos e ecológicos que o mundo enfrenta. Aos brasileiros, às vezes relutantes em se reconhecerem como latino-americanos, cabe lembrar que, se culturalmente somos parcialmente distintos por falarmos o português, territorialmente somos o país com o maior número de fronteiras com países latino-americanos. A mentalidade eurocêntrica nos faz ver a associação com a América Latina como motivo de vergonha; hoje, essa associação é empowering (política e analiticamente).


Felipe Amin Filomeno
é sociólogo e economista, doutorando em Sociologia pela Johns Hopkins University, com apoio da CAPES/Fulbright. Tem artigos publicados nas revistas Economia & Sociedade, História Econômica & História de Empresas, e da Sociedade Brasileira de Economia Política.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fortalecendo o Partidão

PELA RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA

VIVA O PCB!!

Os comunistas da cidade de Nova Iguaçu no Estado do Rio de janeiro vêm se solidarizar com o Comitê Central eleito no XIV Congresso do Partido Comunista Brasileiro – PCB, realizado em outubro de 2009.

Este congresso marcou o processo de reconstrução revolucionária, e consolidou a reinserção do nosso partido nas relações internacionais e aprofundou a analise sobre o nosso país e definiu o caráter da revolução brasileira como socialista, onde nosso partido junto com as organizações da classe trabalhadora, partidos, sindicatos, movimentos populares devem lutar para construir uma frente anticapitalista e antiimperialista para criar as condições de luta contra a burguesia no poder.

Os comunistas da cidade de Nova Iguaçu condenam a atitude fracionária e antipartido de um grupo de São Paulo, que a todo tempo procurou sabotar nossa linha para o movimento sindical e apresentar uma falsa divergência e espalhar calúnias contra o partido e sua direção nacional através de e-mail’s, Orkut, Facebook, em uma clara falta de disciplina e sabotagem, o que fere os princípios leninistas de partido. As divergências no interior do partido são salutares desde que marcada as fronteiras destas divergências e que não fira a disciplina e o centralismo democrático. “A existência de frações no interior do partido e incompatível com a disciplina revolucionária e a unidade de ação de todos os militantes do partido”.

Apesar de tudo mais uma vez o PCB venceu, não foram às diversas repressões exercidas pela burguesia contra os comunistas e o liquidacionismo, que conseguiram acabar com o nosso partido. E não será a atitude fracionária deste grupo que vai acabar com o PCB.

Este fato deixa uma grande lição, a construção de um partido revolucionário não estar isento de erros e acidentes. Não se constrói uma organização revolucionária sem disciplina, sem critério no recrutamento e viciando a militância na formação de grupos e na incompreensão do que é um partido leninista. Um partido que tem como pretensão dirigir a classe operária e os demais trabalhadores na luta contra a ordem burguesa não pode ser um aglomerado acidental de indivíduos, o partido só deve se abrir a todos aqueles que queiram lutar contra a ordem burguesa.

Devemos caminhar em torno das resoluções do XIV congresso do nosso partido realizado em outubro de 2009 e procurar aplicar as resoluções aprovadas neste vitorioso congresso que consolidou o processo de reconstrução revolucionária. Em novembro deste ano realizaremos uma conferência nacional, onde vamos debater e aprofundar com toda militância os rumos do partido que estamos construindo.

Cada vez mais o PCB vem se consolidando como uma alternativa revolucionária para os militantes comunistas que seguem na luta contra a ordem capitalista em nosso país.

Ousar Lutar!!

Ousar Vencer!!

Nova Iguaçu, maio de 2011

Fonte: Zé Renato- Secretario Político do PCB de Nova Iguaçu

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abdias do Nascimento, Presente!

Morre Abdias do Nascimento, guerreiro do povo negro


Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo. O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes.. A família ainda não sabe informar quando será o enterro. Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao internamento no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, o filho e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.

ABDIAS DO NASCIMENTO


Nascido em Franca, São Paulo, 14 de março de 1914..

Professor Emérito, Universidade do Estado de Nova York, Buffalo (Professor Titular de 1971 a 1981, fundou a cadeira de Cultura Africana no Novo Mundo no Centro de Estudos Porto-riquenhos).

Artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo.

Pequenos colombianos, vitimas

Pequenos colombianos, vitimas
O Mercado, não vê indigência

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