quarta-feira, 9 de maio de 2012

Agenda Colômbia Brasil


A Agenda Colômbia-Brasil, processo de construção de solidariedade política entre os povos, organizações sociais, movimentos populares e partidos de esquerda do Brasil e da Colômbia,  saúda e comemora  o lançamento do Movimento Político Marcha Patriótica e a constituição de seu Conselho Patriótico Nacional.
A Agenda Colômbia-Brasil é um espaço social e político que busca tornar visível a realidade colombiana e gerar solidariedade política entre os povos com o objetivo de apoiar as lutas dos colombianos e colombianas, de lutar pelo reconhecimento dos direitos humanos e políticos tanto de pessoas quanto de organizações que se opõem ao caráter excludente do governo, que tem prevalecido ao largo da história do Estado colombiano. Militam pessoas e organizações engajados na bandeira pela solução política do conflito, que já dura mais de 6 décadas e que é consequência das agravantes condições sociais, políticas e econômicas.
Como organização, a Agenda Colômbia-Brasil é autônoma, horizontal, caracterizando-se pela igualdade de gênero, pela direção coletiva e  pela formação permanente.  Acredita na solidariedade entre os povos  e trabalha  por ela, principalmente entre os povos da América Latina. Luta contra o imperialismo, a militarização e a violação dos direitos humanos. É francamente  favorável à livre determinação dos povos, à paz no mundo, à justiça social, ao fim da impunidade,  ao resgate e  preservação da memória e, especialmente, à superação da grave situação social e política em que vive o povo colombiano.
A Agenda Colômbia-Brasil faz parte do Movimento Político Marcha Patriótica porque somos homens e mulheres pertencentes ao povo colombiano e que tivemos de sair de nossa Pátria em busca de oportunidades de vida que, na Colômbia, nos são negadas pela adoção de políticas econômicas exploradoras, injustas e excludentes; ou ainda, porque nossas opiniões políticas foram perseguidas pelo Estado e pelos grupos de extrema direita que silenciam e criminalizam o pensamento crítico e qualquer intenção social oposicionista. Somos homens e mulheres que ainda vivem na Colômbia, porém em situação de refugiados, dentro do território nacional, para protegerem suas vidas, pessoas que não só perderam suas terras e outros bens e agora  lhes retiram a capacidade de exigir seus direitos mais elementares. Somos homens e mulheres brasileiros que compartilhamos a nossa luta e nossos anseios de transformação do Estado colombiano numa verdadeira democracia, com paz e justiça social, pela liberdade dos povos.
Todos e todas, colombian@s e brasileir@s, estamos em Marcha pela Segunda e Definitiva Independência Americana, que nos permita construir  a Pátria Grande,  sonhada por Bolívar, na qual José Inácio de Abreu e Lima  lutou  e pela qual muitas pessoas, homens e mulheres, têm lutado e vivido.
Como Agenda Colômbia-Brasil nos comprometemos publicamente a construir a Marcha Patriótica no Brasil, como luta popular e a construção de poder alternativo. Para construirmos unidade e lutar juntos com o povo brasileiro solidário pela construção de uma nova Colômbia, onde caibam todos e todas, por um Brasil melhor e por uma América livre e soberana.
Por isso, saudamos o lançamento da Marcha Patriótica como movimento político, bem como a constituição de seu Conselho Patriótico Nacional, sua luta política e social, a sua busca de uma verdadeira democracia e o seu compromisso com a defesa das causas populares e de todas as pessoas afetadas pelas políticas capitalistas e neoliberais.
Comemoramos esse momento com todas as pessoas que já fazem parte da Marcha Patriótica, com sua organização que nasce desde as bases e de todos os rincões da Colômbia. Que cresce, se fortalece e se converte em uma verdadeira alternativa de transformações democráticas e de poder popular  para o povo colombiano e para a luta continental americana.
Por isso dizemos, como Pablo Neruda à Bolívar: “em direção à esperança a tua sombra nos conduz, (…) tua voz nasce de novo, a tua mão outra vez nasce (…)”. A Marcha está nascendo como movimento político e nela lutaremos pela segunda e definitiva independência da Colômbia e dos povos da América. Continuaremos dizendo até que seja concretizado:
“(…) Libertador um mundo de paz nasceu em teus braços. /A paz, o pão, e o trigo de teu sangue nasceram,/ de nosso jovem sangue vindo de teu sangue/ sairão paz, pão e trigo para o mundo que construiremos…”
Viva a Solidariedade entre os Povos do Brasil e da Colômbia!
Viva a Pátria Grande Americana!
Viva o Conselho  Patriótico Nacional!
Viva a Marcha Patriótica pela segunda e definitiva independência!
Agenda Colombia-Brasil
A Solidariedade é dos Povos


domingo, 8 de abril de 2012

Operação Condor

A Casa da América Latina

Convida

Palestra “ Operação Condor”

Palestrante: Aluízio Palmar, jornalista.

Dia: 11 de abril de 2012

Horário : 18:30

Local: Sindicato dos professores – SinPro- Rio

Nada mais oportuno para o momento, em que se luta pela instalação da Comissão da verdade.

sábado, 17 de março de 2012

É Hora de Celebrar os 90 Anos do Partido Comunista Brasileiro

SEMANA DOS 90 ANOS DO PCB


"NÃO PERCA ESTE MOMENTO HISTÓRICO!"

SEMINÁRIO “PCB 90 ANOS DE LUTAS”

Local: Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio)

(Rua Pedro Lessa, 35 – 2º andar)



Dia 20/03 (terça)

16h às 18h: “1922-1945: DOS ANOS DE FORMAÇÃO ÀS LUTAS CONTRA O ESTADO NOVO”

Palestrantes: Milton Pinheiro e Marly Vianna; Coordenação: José Renato

19 às 21h: “1946-1964 – A CONSOLIDAÇÃO DA ESTRATÉGIA NACIONAL DEMOCRÁTICA”

Palestrantes: Ricardo Costa e Dênis de Moraes; Coordenação: Paulo Schueler



Dia 21/03 (quarta)

16 às 18h: “1965-1979 – A RESISTÊNCIA CONTRA A DITADURA”

Palestrantes: Muniz Ferreira e Marcos Del Roio; Coordenação: Heitor Cesar Oliveira

19 às 21h: “1980-1992 – O REFORMISMO E A TENTATIVA DE LIQUIDAÇÃO DO PCB”

Palestrantes: Anita Prestes e Ivan Pinheiro; Coordenação: Hiran Roedel


Dia 22/03 (quinta)

14 às 16h: “1992-2012 – A RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA”

Palestrantes: Virgínia Fontes e Edmílson Costa; Coordenação: Zuleide Faria de Melo

16h30 às 18h30: “O PCB E A CONJUNTURA INTERNACIONAL”

Palestrantes: Antonio C. Mazzeo, Eduardo Serra e Lucio Flávio R. de Almeida; Coordenação: Sofia Manzano

19 às 21h: “O PCB E A ESTRATÉGIA SOCIALISTA DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA”

Palestrantes: José Paulo Netto, Mauro Iasi e Milton Temer; Coordenação: Sidney de Moura e Silva

Obs.: intervalo das 20:30 às 20:35, para assistir o programa nacional do PCB em cadeia de televisão


Dia 23/03 (sexta): Local: Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - Rua Araujo Porto Alegre, 71

SEMINÁRIO INTERNACIONAL (7º andar): “A CRISE DO CAPITALISMO: A OFENSIVA IMPERIALISTA E A LUTA PELO SOCIALISMO”


13:30 às 14:30h: “Cuba: As mudanças no processo de construção do socialismo” (Representante do Partido Comunista de Cuba e Zuleide Faria de Melo - PCB)

14:45 às 17h: “América Latina: possibilidades e limites de avanços sociais” (Representantes dos Partidos Comunistas Argentino, Colombiano, Mexicano, Peruano, Uruguaio e Venezuelano; Atilio Boron; Edmilson Costa - PCB)

17:15 às 18:00 (9º andar): exibição do filme “Fomos, somos e seremos comunistas”


18:30 – ATO PÚBLICO NACIONAL 90 ANOS DE PCB

22:00 – FESTA VERMELHA

Local: Clube dos Advogados – Av. Marechal Câmara, 210 – 3º andar. (iniciativa: Fundação Dinarco Reis)



24 DE MARÇO DE 2012 (sábado): Local: Auditório Pedro Calmon – UFRJ – Praia Vermelha - Av. Pasteur

13:30 às 20:30: SEMINÁRIO INTERNACIONAL:

“A CRISE DO CAPITALISMO: A OFENSIVA IMPERIALISTA E A LUTA PELO SOCIALISMO”


13:30 às 15:00h: “Europa: Crise, retirada de direitos e resistência popular” (Miguel Urbano Rodrigues, Partidos Comunistas Grego e dos Povos de Espanha; Mauro Iasi - PCB)

15:10 às 16:30h: “Colômbia: A insurgência e o movimento de massas frente ao terrorismo de Estado” (Colombianos e Colombianas pela Paz, Marcha Patriótica, Partido Comunista Colombiano e Agenda Colômbia Brasil; Ivan Pinheiro - PCB)

16:35 às 19:45h: “Oriente Médio: As guerras imperialistas de rapina e as revoltas populares” (Embaixador da Síria no Brasil, Partidos Comunistas Sírio e Libanês, Leila Ghanen, Frente Popular de Libertação da Palestina; Ricardo Costa - PCB)

20:00: Ato Cultural, com um coquetel modesto.

25 DE MARÇO DE 2012 (domingo):


9:30 - Visita ao local onde foi fundado o PCB, em 25 de março de 1922;

Sessão Solene - Câmara Municipal de Niterói:

(Av. Amaral Peixoto, 625 – Niterói)

10:15 - Homenagem do Vereador Renatinho e do PSOL Niterói aos 90 anos do PCB;

10:30 - Reunião pública do Comitê Central do PCB, com militantes e convidados nacionais e internacionais;

13:00 - Almoço de confraternização em Niterói.



OBS.: Sobre o Seminário Internacional, acompanhe em nossa página os nomes e referências dos expositores bem como novas confirmações de Partidos Comunistas.



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Saudações Comunistas

Partido Comunista Brasileiro - PCB

quinta-feira, 15 de março de 2012

O que seria do mundo sem a poesia

LUIZ EURICO TEJERA LISBÔA

“Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), desaparecido e morto em setembro de 1972.”

“Luíz Eurico viveu intensamente a sua época e absorveu os ideais de justiça e liberdade. Sua poesia assim se revela e aproxima-se com sensibilidade à resistência do povo vietnamita em

Balada de Ham-li:


“Na pequenina aldeia

de Luang-Ding

um menino

de pele amarela

e olhos rasgados

está

silencioso

deitado no chão

seu nome

Ham-li

as mãos

as pequeninas mãos

de Ham-li

estão crespadas

retorcidas

por uma grande dor

os pequeninos braços

fortes de Ham-li

- menino camponês

estão descarnados

e já se decompõem.

Os pequeninos pés

andarilhos de Ham-li

- menino soldado –

encolhidos

assemelham-se a uma

terrível garra

A pequenina face

de pele macia

onde brilhavam

os negros olhos rasgados

o menino Ham-li

escondeu-a no ventre aberto

para que o mundo

não visse tanto horror.

Mas ao pequenino coração

do menino Ham-li

o Napalm

não poderia jamais atingir!

Entre os escombros

da pequenina aldeia

de Luang-Dinh

um menino

de pele amarela

e olhos rasgados

está

silencioso

deitado no chão.

O pequenino coração

do menino Ham-li

pulsa

inalterado

sobre todo o Vietnã.”


“DOSSIÊ DOS MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS A PARTIR DE 1964

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Instituto de Estudo da Violência do Estado – IEVE – Grupo Tortura Nunca Mais – RJ e PE

CEPE – Companhia Editora de Pernambuco”


Fonte: Jacques Dornellas, extraído do artigo " Cerco Golpista à Verdade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Os indígenas no Panamá, enfrentam Governo Nacional

02.03.12 - Panamá
Suspenso diálogo entre Governo e indígenas do Panamá

Adital
Indígenas Ngäbe Buglé reforçaram o fechamento da Panamericana após um incidente registrado nas adjacências da Assembleia Nacional, onde quatro jovens ficaram feridos por munição, fato que suspendeu o diálogo com o Governo Nacional.

A estrada Panamericana do Panamá permanece fechada em suas quatro vias por parte da etnia indígena Ngäbe Buglé, logo que, na tarde desta quinta-feira, quatro jovens indígenas ficaram feridos enquanto acontecia um diálogo com o Governo na sede da Assembleia Nacional, que ficou suspenso indefinidamente.

A colaboradora da teleSUL no Panamá, Claudia Figueroa, explicou que representantes da etnia iniciaram o diálogo com o Governo durante a tarde desta quinta-feira, enquanto que uma centena de indígenas permaneciam apostos em uma praça adjunta ao edifício da Assembleia Nacional (Parlamento) à espera de resultados.
Durante a reunião se escutaram disparos, situação que causou alarme entre as pessoas concentradas na zona. Quatro jovens ficaram feridos por munições e balas de borracha.
A cacica Silvia Guerra e Alberto Montezuma, dirigente da Coordenadora pela Defesa dos Recursos Minerais e Direitos do Povo Ngäbe Buglé, abandonaram o Legislativo para avaliar a situação.
Horas mais tarde após registrar-se o sucedido, a segurança da Assembleia Nacional reconheceu haver disparado contra os manifestantes, apesar de que haviam negado sua participação reiteradamente, comentou a repórter. Figueroa detalhou que o diálogo permanece suspenso e não se fixou uma possível data para retornar à mesa.

No entanto, o ministro do Interior, Jorge Fábregas, convocou a retomar o diálogo e assegurou que o presidente Ricardo Martinelly solicitou que se retome a conversa. Contudo, o protesto na principal via de comunicação do país permanece e a estrada está fechada.
Na mesa de diálogo tanto o Governo como os indígenas já haviam reiterado suas respectivas propostas.

A parte oficial insistia na necessidade de desenvolvimento integral da comarca e os indígenas em que se cancelem três projetos hidrelétricos em desenvolvimento que afetam a parte de seus territórios adjacentes.

O Governo já havia se comprometido com os indígenas a proibir toda exploração mineira em territórios de comarcas e áreas adjacentes e propõe que qualquer projeto hidrelétrico que lhes possa afetar conte previamente com a aprovação das autoridades tradicionais.
Os Ngäbe Buglé são o grupo de maior população – mais de 165 mil pessoas – entre as três etnias predominantes no país.

A notícia é da TeleSur


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tudo Vale a Pena, quando a Alma Não é Pequena

Poema enviado pela querida Gilda Arantes



O jardim e a noite

Sophia de Mello Breyner Andresen

Atravessei o jardim solitário e sem lua,
Correndo ao vento pelos caminhos fora,
Para tentar como outrora
Unir a minha alma à tua,
Ó grande noite solitária e sonhadora.

Entre os canteiros cercados de buxo,
Sorri à sombra tremendo de medo.
De joelhos na terra abri o repuxo,
E os meus gestos foram gestos de bruxedo.
Foram os gestos dessa encantação,
Que devia acordar do seu inquieto sono
A terra negra dos canteiros
E os meus sonhos sepultados
Vivos e inteiros.

Mas sob o peso dos narcisos floridos
Calou-se a terra,
E sob o peso dos frutos ressequidos
Do presente,
calaram-se os meus sonhos perdidos.

Entre os canteiros cercados de buxo,
Enquanto subia e caía a água do repuxo,
Murmurei as palavras em que outrora
Para mim sempre existia
O gesto dum impulso.

Palavras que eu despi da sua literatura,
Para lhes dar a sua forma primitiva e pura,
De fórmulas de magia.

Docemente a sonhar entre a folhagem
A noite solitária e pura
Continuou distante e intangível
Sem me deixar penetrar no seu segredo.
E eu senti quebrar-se, cair desfeita,
A minha ânsia carregada de impossível,
Contra a sua harmonia perfeita.

Tomei nas minhas mãos a sombra escura
E embalei o silêncio nos meus ombros.
Tudo em minha volta estava vivo
Mas nada pôde acordar dos seus escombros
O meu grande êxtase perdido.

Só o vento passou pesado e quente
E à sua volta todo o jardim cantou
E a água do tanque tremendo
Se maravilhou
Em círculos, longamente.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Brasil se afasta dos BRICS- parte I

Brasil afasta-se dos Brics e vota contra a Síria na ONU


Beto Almeida*

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, o presidente Rússia, Dmitri Medvedev, o presidente da China, Hu Jintao, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da da África do Sul, Jacob Zuma, durante foto oficial da 3ª Cúpula dos BRICs. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Às vésperas do carnaval, a representante do Brasil na ONU votou resolução de condenação ao governo sírio, afastando-se dos BRICS, dos países da ALBA , emitindo contraditória e perigosa mensagem de aproximação com as potências que sustentam intervencionismo militar crescente em escala internacional, especialmente contra países com políticas independentes e emergentes. Um voto que pode ser um tiro no próprio pé futuramente.

O Brasil ficou ao lado dos EUA, Inglaterra, França, Canadá, Espanha, Austrália, Alemanha, que deram sustentação à agressão ao Iraque, ao Afeganistão e , mais recentemente, à Líbia. Contra esta resolução que tendenciosamente condena e responsabiliza apenas o governo da Síria pela escalada de violência generalizada que atinge o país - na qual há farta evidência de ingerência estrangeira - estão a Rússia, China, Índia, África do Sul, países do grupo Brics - do qual o Brasil faz parte - e nove países da Alba, além do Irã, da Argélia, do Líbano, da Coréia do Norte. Este grupo reivindica que a solução da crise síria deve ser exclusiva dos sírios, que escolherão, nos próximos dias, pelo voto popular direto, um novo modelo de Constituição.

A votação na ONU ocorre em meio a pressões das grandes potências de realizarem uma ação de armar a oposição síria. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victória Nulandi declarou a insatisfação de seu país diante do veto da Rússia e da China a uma intervenção militar internacional aos moldes da Fórmula Líbia. Ela afirmou, entretanto, que seu país não descarta o fornecimento de armas ao autodenominado Exército Livre da Síria, que, conforme demonstra abundante informação, conta com armamentos, apóio logístico, de comunicações, recursos financeiros e a presença de mercenários que atuaram e atuam na Líbia, com apoio dos principais aliados norte-americanos na região, especialmente da Arábia Saudita e do Qatar.

O papel intervencionista da TV Al-Jazeera

A participação da oligarquia do Qatar no conflito sírio inclui a sistemática falsificação midiática da situação síria por parte da TV Al-Jazeera, emissora que foi fundamental também na sustentação midiática da invasão neocolonial à Líbia, com sofisticada over dose de desinformação, reproduzida ad nauseun por toda a mídia comercial internacional como única fonte informativa, questionada apenas pela Telesur que informava sobre o monumental massacre promovido pela Otan. Aliás, completamente confirmado. A TV Al-Jazeera é uma emissora capturada e plenamente a serviço da oligarquia petroleira internacional e nem mesmo o elogio de certas vozes da esquerda guiada pela Otan ou de ongs internacionais metidas no movimento de democratização da mídia, podem mais evitar esta constatação. O Qatar é um enclave oligárquico onde tem sede uma das mais importantes bases militares dos EUA na região.

Estaria o Itamaraty entrando em algum desconhecido estado de hipnose para não prestar a devida atenção ao público e assumido propósito intervencionista das grandes potências ocidentais na Síria, como revelam as declarações da porta-voz do Departamento de Estado? Em entrevista recente à BBC, o Ministro de Relações Exteriores da Inglaterra, Willian Hauge, disse estar preocupado com uma guerra civil na Síria, mas, confessando o sentido e a sinceridade de sua preocupação, afirmou, na mesma entrevista:

“Como todos viram, não conseguimos aprovar uma resolução no Conselho de Segurança por causa da oposição da China e da Rússia. Não podemos intervir como fizemos na Líbia, mas podemos fazer muitas coisas”.

Declarações semelhantes, anunciando a disposição para apoio militar à oposição no conflito foi dada pelo Chanceler da Holanda, Uri Rosenthal. Com o emblemático silêncio do Itamaraty. Pior ainda, com a adesão do Brasil à resolução patrocinada por este grupo de países historicamente marcados pelo intervencionismo colonial.

Pequenos colombianos, vitimas

Pequenos colombianos, vitimas
O Mercado, não vê indigência

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