Lutar pela Liberdade dos Cinco Heroís Cubanos prisioneiros do Império Norte Americano por Defenderem a Soberania de Cuba. Em 1959 em Serra Maestra a Revolução Vitóriosa inaugura o Socialismo na Ilha, promovendo para seu Povo Igualdade de Oportunidade. Nossos Cinco Heroís Cubanos mesmo sofrendo nos presídios do Império continuam lutando por Cuba Socialista. Viva nossos Heroís, Viva Cuba,Viva Revolução e Viva o Socialismo
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Porque os ricos riem?
Nas últimas semanas, o Centro da cidade do Rio de Janeiro foi propagandeado pelo Sindicato dos Bancários com a colagem de uma fotografia onde estão os banqueiros Roberto Setúbal, dono do ItaúUnibanco e Pedro Moreira Salles, que teve de entregar o Unibanco para o Itaú, para não perder os dedos..., sorrindo.
E o nosso Sindicato se pergunta, "De que eles estão rindo?".
Nós, da Unidade Classista, achamos que os banqueiros, e não somente os da foto, tem motivos de sobra para rir.
Assim, sem muito esforço, dá para enumerar alguns dos motivos pelos quais os banqueiros riem. Vamos lá, do geral para o particular, como muitos daqueles que estão hoje à frente do Sindicato aprenderam no passado.
1) A crise internacional, com seu epicentro nos Estados Unidos, passou ao largo dos cofres de Wall Street. O governo Obama tratou de aliviá-los, emprestando dinheiro do povo estadunidense para que os bancos não quebrassem, bem assim como as montadoras de automóveis. Por isso os banqueiros riem. Tinha gente morando dentro de seus automóveis, em estacionamentos de supermercado, mas os bancos continuaram a distribuir bônus para seus executivos. E continuam sorrindo até hoje.
2) Na Europa, direitos trabalhistas seculares estão sendo tomados dos trabalhadores, principalmente nos "primos pobres" , isto é, Portugal, Espanha, Grécia. Mas não há notícia de quebra de bancos. Lá, também, os banqueiros continuam seu festival de sorrisos.
3) E aqui, nesta pátria amada idolatrada ? Bem aqui, os banqueiros contam com as benesses do poder público desde sempre. Seja com FHC, com Lula, com Dilma. Desde os dias de apogeu do neoliberalismo, com o PROER, até hoje, com os dois governos petistas, com absoluta independência do Banco Central, que se omite quanto às tarifas exorbitantes cobradas pelos bancos, com os juros astronômicos do cheque especial, e, com a cereja do bolo, as taxas Selic nas nuvens, beneficiando largamente o capital financeiro.
4) E para concluir, os banqueiros, do Itaú, do Bradesco, dos bancos estrangeiros, riem às gargalhadas, porque diante deles encontram um movimento sindical capitaneado pela CONTRAF/CUT dócil e submisso aos seus caprichos, totalmente embriagado pela ideia de negociar, conciliar, fugindo permanentemente da luta, fazendo greves que somente aparecem no Centro das cidades, seja no Rio ou em São Paulo, levando a categoria bancária constantemente para falsas conquistas. E aí, em pleno outono, quando os banqueiros cumprindo seu papel de exploradores da mão de obra dos bancários, demitem em massa, nossos dirigentes sindicais enchem a cidade com cartazes perguntando de que riem os banqueiros. Riem dessas centrais sindicais que se apelegaram, que se acostumaram às migalhas do poder centralizado em Brasília, que não se inibem em usufruir das "boquinhas" do poder.
5) E por último: vamos parar com a hipocrisia. Os donos do poder, no Sindicato dos Bancários, sabem porque os banqueiros riem, e , no fundo, no fundo, fazem coro com os sorrisos dos patrões.
Fonte: avante bancário -online
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Blogueira e Millenium, tudo haver
Blogueira cubana integra grupo de colaboradores do instituto financiado pelos grupos midiáticos Estado de São Paulo, Abril e RBS, entre outras empresas, para defender valores liberais no Brasil. Na página da entidade, Yoani Sánchez desfruta a companhia de articulistas como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil.
Redação
A blogueira cubana Yoani Sánchez é colaboradora do Insituto Millenium, entidade financiada por um grupo de grandes empresas de comunicação (Estado de São Paulo, Abril e RBS) e de outros setores (Gerdau, Vale, Suzano, entre outras), para defender os valores liberais no Brasil. Entre eles, segundo informa o site da entidade, destacam-se a eficiência, a economia de mercado, a responsabilidade individual, a propriedade privada e a meritocracia.
Apresentada como webmaster, articulista, editora do portal “Desde Cuba” e criadora do site “Generación Y”, Yoani Sánchez faz parte do seleto grupo de colaboradores do Millenium que reúne nomes como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil.
Apesar de se apresentar como “apartidário”, o Instituto Millenium teve uma participação ativa na campanha presidencial de 2010 no Brasil. Em março daquele ano, em seminário promovido pelo instituto em São Paulo, representantes de grandes empresas de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia e que, se Dilma fosse eleita, o “stalinismo seria implantado no Brasil”. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, disse na época o ex-cineasta Arnaldo Jabor.
Fonte: Carta Maior
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Liberdade para os Cinco Heróis cubanos
Neste mês de fevereiro não o dia 5 (pois é um domingo e a Casa Branca não funciona), mas o dia 6 será reservado para mobilizações globais pela liberdade dos cinco cubanos. Assim como vem acontecendo todos os meses, o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco chama a população a pressionar o presidente estadunidense Barack Obama a libertar imediatamente René González, Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino e Antonio Guerrero.
É possível entrar em contato com o presidente Obama por telefone (202-456-1111), por fax (202 456-2461), pelo correio (Presidente Barack Obama, The White House, 1600 Pennsylvania Avenue, NW Washington, DC 20500), por e-mail (president@whitehouse.gov) ou clicar neste linkque leva ao site da Casa Branca.
De acordo com o Comitê Internacional, em janeiro, as manifestações se fizeram sentir com mais força que nunca. Os impactos foram sentidos por meio da grande quantidade de mensagens no Twitter e das ligações telefônicas, de dentro e fora dos Estados Unidos, para a Casa Branca. Neste mês, a intenção é que a ação seja ainda mais intensa.
Em janeiro, o Comitê lançou a campanha ‘Obama, dá-me os cinco’, em referência ao gesto de unir as mãos e pedir ao presidente que liberte os cubanos, presos injustamente há 13 anos. A campanha, que distribuiu centenas de folhetos e cartazes impressos e virtuais, recebeu o apoio de várias entidades e organizações. Entre elas o Instituto Internacional de Estudos Políticos Cinco Heróis (Venezuela), que imprimiu 10 mil cartazes para divulgar a campanha, o Sindicato de Trabalhadores Postais do Canadá e o Sindicato dos Rotativistas de Paris, que se comprometeram com a impressão de 50 mil folhetos em inglês e espanhol.
Além dessas ações também está prevista a distribuição de panfletos com a imagem dos cinco pelas ruas dos Estados Unidos, assim como a instalação de banners e fotografias gigante. As ações serão acompanhadas de conferências, apresentações de documentário, mesas de informação em locais públicos, entre outras atividades.
Também da Itália estão chegando os ecos da solidariedade. O Círculo de Roma da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba convocou sua população a participar de uma campanha em favor do retorno imediato dos cinco cubanos. Na madrugada do dia 4 para 5, a partir da meia noite, na Piazza del Popolo, terá início uma atividade de panfletagem e conscientização junto a turistas e moradores locais.
Os constantes apelos ao presidente Barack Obama se devem ao fato de que não há mais como recorrer na justiça pedindo a liberdade e o retorno dos cinco a Cuba. Apenas uma decisão presidencial poderia dissolver as penas injustas que vão de 15 anos de reclusão até o cumprimento de duas cadeias perpétuas, como é o caso de Gerardo.
Atualmente, quatro dos cinco cubanos se encontram presos. Apenas René já cumpriu seu período na prisão, contudo, ainda assim, não pode retornar para seu país. René, que saiu da prisão em 7 de outubro de 2011, é obrigado a permanecer nos Estados Unidos por três anos sob liberdade supervisionada.
Em 1998, os cinco estavam em solo estadunidense monitorando organizações terroristas anticubanas com o objetivo de prevenir sobre prováveis ações criminosas contra seu país, quando foram presos acusados de espionagem e de atentar contra a segurança dos Estados Unidos.
Para mais informações acompanhe o site: www.thecuban5.org
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O "País" mais Democrático do Mundo, não aceita questionamentos
Estados Unidos |
domingo, 29 de janeiro de 2012
Made In Brazil
27.01.12 Por Daniel Santini e Natalia Viana
De maneira pouco transparente, governo incentiva crescimento da indústria nacional de armas e munições. Ênfase é nas armas leves: Brasil é 4º maior exportador mundial. Levantamento inédito do Exército revela que nos últimos 5 anos, exportamos 4,5 milhões de arma!
Uma pequena lata metálica, arranhada e atirada ao chão, gerou o primeiro vexame diplomático brasileiro de 2012. Trata-se de uma lata de gás lacrimogêneo recolhida por ativistas pró-liberdade no Bahrein, no Golfo Pérsico, que estampava na lateral, em azul, a bandeira brasileira e os dizeres “made in Brazil”. (FOTO)
Há um ano o Bahrein tem sido palco de protestos pró-democracia da maioria xiita contra a monarquia sunita comandada pelo rei Hamad Bin Issa al-Khalifa. Os manifestantes têm sido reprimidos pelo exército do Bahrein e de países vizinhos. Pelo menos 35 pessoas morreram e centenas foram feridas.
Segundo os manifestantes, o gás brasileiro está sendo usado para reprimir os manifestantes e teria até causado a morte de bebês. “Há algum tipo de ingrediente que, em alguns casos, leva as pessoas a espumarem pela boca e outros sintomas”, disse a ativista de direitos humanos Zainab al-Khawaja ao jornal O Globo.
Mas, quase um mês depois da denúncia, pouco se sabe como o gás fabricado pela empresa Condor Tecnologias Não Letais foi parar do lado errado da briga.
A empresa, sediada em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, afirma que não exporta para o Bahrein, mas diz que vende para outros países da região, sem identificá-los.
Toda exportação de armas, mesmo não letais, é aprovada pelo Itamaraty e pelo Ministério da Defesa. Mas, uma vez aprovada, o governo não pode fazer muito. O próprio Itamaraty reconhece que não tem poder de investigar: depois do escândalo do Barhein, a assessoria do Itamaraty informou que o ministério está apenas “observando com interesse” o desenrolar da história.
Fica a cargo da empresa averiguar o que aconteceu.
“É um contrato entre partes privadas. Pode até envolver um governo estrangeiro, mas a responsabilidade pelo seu produto é da empresa”, diz a assessora de imprensa do Itamaraty. “Os contratos geralmente proíbem a revenda. A Condor está tentando rastrear o seu produto, estamos num diálogo permanente.”
A situação é pior porque não existe legislação internacional para o comércio de armas leves. “No caso de armas não convencionais, a atuação do Itamaraty é mais direta, mas no caso de armas convencionais, não existe um regime internacional para que a gente possa aconselhar em algum sentido”, reconhece.
Leia a parte 2: Empresas de armas miram África e Ásia para ampliar exportações
Leia a parte 3: Em cinco anos, 4,5 milhões de armas nas ruas
Leia a parte 4: A bancada da bala
Nesse contexto, é bem provável que casos como esse aconteçam cada vez mais. Enquanto o comércio de armamentos pesados, como os super tucanos, costuma chamar a atenção da imprensa nacional, é no ramo de armas leves que o Brasil tem uma atuação pungente e crescente no mercado internacional.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o valor das exportações de armas leves triplicou nos últimos cinco anos: foi de US$ 109, 6 milhões em 2005 para US$ 321,6 milhões em 2010 (em 2011, houve um recuo para US$ 293 milhões).
Contando apenas as armas de fogo, a quantidade impressiona. Foram 4.482.874 armas exportadas entre 2005 e 2010, segundo um levantamento inédito do Exército feito a pedido da agência Pública. Ou seja: 2.456 armas por dia.
O Exército se negou a dar detalhes como venda ano a ano, empresas exportadoras e países de destino.
Assim, cabe às ONGs internacionais tentar desvendar os detalhes da exportação brasileira.
Todo ano, o Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento, em Genebra, realiza o Small Arms Trade Survey, o mais respeitado estudo sobre essa indústria. Em 2011, o Brasil foi o 4º maior exportador mundial de armas leves, atrás apenas dos Estados Unidos, Itália e Alemanha.
Contando somente armamentos pesados, somos o 14º, de acordo com o Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (SIPRI). Nos dois casos a liderança é dos Estados Unidos, com larga vantagem.
sábado, 28 de janeiro de 2012
José Martí, Presente!
José Julián Martí Pérez (Havana, 28 de janeiro de 1853 — Dos Ríos, 19 de maio de 1895) foi um político, pensador, jornalista, filósofo, poeta, criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e organizador da Guerra de 1895 ou Guerra Necessária. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de sua Cuba natal para adquirir um caráter universal. Em seu país natal, também é conhecido como «El apóstol».
"A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço".
José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas ideias revolucionárias que gestavam entre os cubanos.
Em 19 de maio de 1895, no comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas nas proximidades do vilarejo de Dos Ríos, José Martí foi atingido e veio a falecer em seguida. Seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.
"Trincheiras de idéias valem mais que trincheiras de pedras."
Em 1869, com apenas dezesseis anos, publicou a folha impressa separatista "El Diablo Cojuelo" e o primeiro e único número da revista "La Patria Libre". No mesmo ano, passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado "El Siboney". Pouco depois, foi preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados mas passou somente seis meses na prisão. Em 1871, com a saúde debilitada, sua família conseguiu um indulto e obteve a permuta da pena original pela deportação à Espanha.
"Ser culto para ser livre."
Na Espanha, Martí publicou, naquele mesmo ano, seu primeiro trabalho de importância: "El Presidio Político en Cuba", no qual expôs as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão. Nesta obra, já se encontravam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam Martí conhecido nos círculos intelectuais de sua época. Mais tarde, dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo o doutorado em Leis, Filosofia e Letras da Universidade de Saragoça em 1874.
Postado por Associação Cultural Jose Marti MG às 03:10
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
O Irã não esta só.
Tudo que reluz é... petróleo
25/1/2012, Pepe Escobar, Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/
No discurso “O Estado da União”, ontem, o presidente dos EUA Barack Obama disse “Que ninguém duvide: os EUA estamos determinados a evitar que o Irã chegue à bomba atômica, e não excluirei de sobre a mesa nenhuma opção para atingir aquele objetivo.”[1]
No mundo real, a frase significa que Washington quer ir à guerra – a guerra econômica já está em curso – contra um país que assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e não está construindo armas atômicas, como já declararam a Agência Internacional de Energia Atômica e a mais recente US National Intelligence Estimate.
Obama também disse que “o regime de Teerã está mais isolado do que nunca; seus líderes sofrem sob o peso de sanções paralisantes, e, enquanto fugirem às suas responsabilidades, a pressão não diminuirá.”1
“Isolado?” Não, não. O Irã não está isolado. Leiam “O mito do Irã ‘isolado’” (14/1/2012, em http://redecastorphoto.
Em declaração antes do discurso, Obama “aplaudiu” a decisão da União Europeia de impor embargo contra o petróleo do Irã, e acrescentou que “Aquelas sanções demonstram, mais uma vez, a unidade da comunidade internacional”.
OK. Mas a tal “unidade da comunidade internacional” é composta de EUA, países da OTAN, Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG, também conhecido como Clube Contrarrevolucionário do Golfo); o resto do mundo é miragem.
Venha para o programa petróleo-por-ouro
Dois países BRICS, Índia e China, juntos, compram pelo menos 40% do petróleo que o Irã exporta, 1 milhão de barris/dia. 12% do petróleo de que a Índia necessita. E a China comprou, ano passado, 30% mais petróleo do Irã que em 2010, média de 557 mil barris/dia.
A “comunidade internacional” de verdade já está tomando conhecimento de que a Índia começará a pagar em ouro, pelo petróleo iraniano – não com rúpias, através do banco estatal UCO indiano e do banco estatal Halk Bankasi, turco. Pequim – que já negocia com o Irã em yuans – pode também mudar-se para o ouro. Desnecessário lembrar que ambas, Delhi e Pequim, são grandes produtoras de ouro, com muito ouro nos cofres.
O Ano do Dragão começará com muito barulho: pode bem ser o padrão-ouro do Ano do Dragão.
Todos recordam o fracassado programa da ONU petróleo-por-ouro, que matou de fome os iraquianos, nos anos antes da invasão/ocupação dos EUA, em 2003. Iraquianos médios pagaram preço terrível pelas sanções de ONU/EUA, e o programa petróleo-por-comida só beneficiou o sistema de Saddam Hussein.
Agora, o negócio é muito mais sério; é o programa petróleo-por-ouro, iniciativa de BRICS + Irã que beneficiará a liderança da República Islâmica e talvez alivie os efeitos das sanções sobre a população iraniana. Consequências globais: a cotação do ouro sobe; o petrodólar cai; os mercadores de petróleo abrem garrafas de Moet em cataratas.
Outro país BRICS, a Rússia, já negocia com o Irã em rials e rublos. E a Turquia, aspirante a membro do grupo BRICS – e que também é membro da OTAN – não acompanhará as sanções de EUA/União Europeia, se não forem impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (não-não, porque Rússia e China, membros permanentes, vetarão).
Em dois meses, o primeiro-ministro Vladimir Putin – que enfurece/apavora Washington e Bruxelas como um neo Vlad o Impalador – estará de volta à presidência da Rússia. É quando os poodles atlanticistas saberão o que é jogo à vera.
Enquanto isso, Teerã jamais se curvará às sanções ocidentais – muito menos com vários mecanismos laterais/subterrâneos já implantados para vender seu petróleo e que envolvem três países BRICS mais dois aliados dos EUA, Japão e Coreia do Sul, os quais, provavelmente, conseguirão que o governo Obama os isente de cumprir as sanções.
Dado que isso tudo jamais teve algo a ver com uma inexistente arma nuclear, a liderança em Teerã só terá de seguir um parâmetro supremo de estratégia: não caia em provocações ou em arapucas de operações clandestinas sob falsas bandeiras, que serviriam como casus belli para um ataque de guerra do eixo EUA/Grã-Bretanha/Israel.
E tudo isso, enquanto tendências no horizonte – sobrecarregado – apontam para o que se pode chamar de “Zona Asiática de Exclusão do Dólar”, a qual, para muitas mentes espertas no mundo em desenvolvimento, pode pavimentar a estrada para uma moeda lastreada em energia, a ser usada pelos BRICS e pelo Grupo dos 77 (G-77) para resistir ao cada vez mais desesperado – e sem rumo – ocidente atlanticista.
De volta ao congresso dos poodles europeus, basta examinar a declaração conjunta distribuída por aqueles fenômenos de mediocridade – o primeiro-ministro britânico David Cameron, a chanceler alemã Angela Merkel e o neonapoleônico “libertador da Líbia”, o francês Nicolas Sarkozy.
O trio-lá disse que “Nada temos contra o povo iraniano.” Os iraquianos ouviram exatamente a mesma frase de outro grupo de mediocridades em 2002 e 2003. Em seguida, o Iraque foi invadido, ocupado e destruído.
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Pequenos colombianos, vitimas
O Mercado, não vê indigência
